Quer provar?
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Quer provar?

Quer provar?

Uma experiência com uma das iguarias mais famosas: o queijo

Muçarela, Gouda, Provolone, Gorgonzola, Prato, Ricota, Cottage, Feta, fresco, curado, defumado, de vaca, de cabra, de búfala… Mesmo não tendo nascido na típica Minas Gerais, onde moro atualmente, o queijo é algo que sempre esteve muito presente em minha vida e na de muita gente. Inclusive, quando mais nova, não era minha iguaria favorita: comia derretido e olhe lá, e era bem julgada por isso. “Como assim você não gosta de queijo?”

Me lembro de uma ocasião em específico: quando tinha por volta de uns 12 anos fui a um capril com meus pais no interior de São Paulo. Experimentei vários queijos de cabra, mas gostei apenas de um: o brie, delicioso e cremoso, mas nem um pouco forte.

Me recordo também de meus pais fazerem fondue de queijo até com uma certa frequência, e de o sabor forte misturado com álcool não me agradar tanto. “Faz de chocolate!”. Paladar infantil é normal mesmo.

Momento que acontecia bastante na casa dos meus pais. A foto é do meu irmão. (Foto: arquivo da autora)

Apesar disso, com o tempo me acostumei e passei a apreciar o sabor. Um exemplo é uma experiência recente, do início desde ano. Planejei uma viagem para Araxá (MG) com meu namorado nessas férias. Lembro que logo antes de ir comecei a procurar atrações e descobri um sítio que fabrica queijos, bem perto da entrada da cidade, o que me empolgou muito.

Esses aqui são os queijos descartados do sítio em Araxá. Os furinhos não são o padrão, então eles não podem ser vendidos. (Foto: Giovanna Tedeschi)

É uma experiência que me lembro com muito carinho: marido e esposa, donos do local, nos convidaram para tomar um café e um suco de abacaxi com hortelã e experimentar tanto os vários queijos produzidos no local, quanto iguarias como o doce de leite com raspinhas e um bolo delicioso (também de queijo!). Foi uma visita que me encantou muito e aumentou meu amor por esse quitute.

Depois disso, resolvi fazer algumas buscas para tentar justificar minha comilança. Descobri que o provolone e o parmesão são ricos em cálcio e em proteínas, apesar de serem bastante gordurosos. O maior benefício do queijo tem relação, na verdade, com o leite: para obter a quantidade de cálcio que precisamos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que consumamos 1 litro de leite por dia. Como é partir do leite que o queijo é fabricado, esse último também contribui para obter os nutrientes, além de conter grande quantidade de proteínas.

Apesar disso, é preciso tomar cuidado com a quantidade de queijo que ingerimos, porque além de ter bastante sódio e gordura saturada, ele pode aumentar os níveis de LDLs (colesterol ruim) no corpo humano. É como a mamãe sempre diz: muito de alguma coisa é uma coisa ruim.

E, nesse texto esquizofrênico, eu digo que hoje em dia, estando na terra mineira, consumo queijo até com bastante frequência, seja na pizza ou no pão de queijo. Meu paladar amadureceu, mas isso ainda não significa que aprecio um queijo mofado ou muito defumado. Quem sabe no futuro?

1 Comment
  • Estevao Macedo
    Posted at 10:58h, 19 Agosto Responder

    Nossa, que delicia ler escrita literária!

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