Alimentação na infância: escolha seu método
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Alimentação na infância: escolha seu método

Alimentação na infância: escolha seu método

Três opções do mais tradicional ao mais moderno.

O hábito alimentar é uma escolha de cada um e isso também é válido quando falamos sobre a alimentação de crianças. Ao longo dos anos, diversos métodos de introdução alimentar foram criados e experimentados, mas essa decisão nunca deixou de ser particular e única.

Lembrando sempre que, segundo a Organização Mundial da Saúde, o bebê deve ser alimentado até os seis meses  exclusivamente com leite materno (ou fórmulas, no caso de impossibilidade). Após esse período, é importante consultar um pediatra para constatar a aptidão para a introdução de alimentos complementares.

A SerVida lista para você alguns métodos de introdução alimentar que foram sucesso ao longo do tempo.

 

Método Tradicional

O Manual de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria é simples e direto quando recomenda a melhor forma de alimentar os bebês: “a alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida com colher; começar com consistência pastosa (papas/purês) e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à alimentação da família”. Esse é o método tradicional, com que muitos de nós fomos criados.

 

 

Nesse caso, a alimentação é 100% mediada pelos pais, já que o alimento é levado a boca por meio de uma colher. Isso pode gerar algumas dificuldade de compreensão da saciedade do bebê. A pediatra Maria Cristina Martins explica que, nesses casos, algumas atitudes devem ser observadas: o ato de virar o rosto por exemplo pode significar que o bebê está satisfeito.

Além disso, a dedicação com o alimento é muito maior, pois necessariamente exige um preparo de alimentos exclusivos para a criança. Mas isso não é exatamente um problema, já que atualmente podemos encontrar diversas receitas práticas pela internet, como esse vídeo produzido pela nutricionista Patrícia Smith:

 

Método BLW

Apesar de utilizado há muito tempo em diversas partes do mundo, o método BLW só ganhou um nome recentemente. Batizado pela britânica Gill Rapley, BLW é a sigla para Baby-led Weaning (ou desmame guiado pelo bebê em tradução livre), estilo de introdução alimentar que consiste em permitir que o bebê se alimente por conta própria.

 

 

O método foi popularizado por meio do livro “Baby-led Weaning: Helping Your Baby to Love Good Food”, no “Brasil Baby-led Weaning: o desmame guiado pelo bebê”. A ideia principal é que a mãe faça apenas a mediação do bebê com o alimento e, a partir disso, permita que ele experimente por conta própria.

Inicialmente pode parecer estranho dar esse tipo de liberdade para um “ser-humaninho” com tão poucos meses de idade, mas a nutricionista especializada em pediatria e maternidade, Valéria Ferro, explica que “o método incentiva a autonomia do bebê através do movimento de pinça que ele faz com as mãos para levar o alimento até a boca”.

Outra vantagem é o fato de apresentar à criança a textura dos alimentos, o que não acontece no método tradicional, uma vez que, inicialmente, os alimentos têm uma textura única pastosa.

Apesar das vantagens, pesquisadores da UFRGS afirmam que ainda não é possível afirmar com certeza que o método é mais eficiente. Muitas mães compartilham essa experiência online

 

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E a palavra do dia é: FRUSTAÇÃO HAHAHAHAHA

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Método Participativo

Como o próprio nome já entrega, esse método diz respeito a participação das duas partes do processo de alimentação: os pais e o bebê.

 

 

A premissa é permitir que o bebê faça parte do momento da refeição ativamente, respeitado sua iniciativa de levar o alimento até a boca. “A mãe será um guia desse alimento, ela pode oferecer para seu filho. A mãe o alimenta e se ele manifestar algum interesse ele acaba praticando a alimentação e com o desenvolvimento esses movimentos vão ficando mais coordenados”, afirma Ferro.

Nesse caso é possível deixar disponíveis também alguns talheres, para que a criança sinta-se à vontade para mexer na comida. Essas atitudes estimulam que desde cedo ele tenha familiaridade com esses objetos.

O método funciona como um intermediário entre o BLW e o tradicional, e funciona para pais inseguros em relação a introdução alimentar. Além disso, o bebê tem mais abertura para participar dos momentos de refeição em família, uma vez que ele e o responsável pela sua alimentação podem comer ao mesmo tempo.

 

Foto destaque: Arquivo @mundoblw.

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