Tem sem carne?
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Tem sem carne?

Tem sem carne?

Como é a jornada em busca de um modo diferente de se alimentar.


Sempre tive uma relação muito próxima com animais. Minha família sempre teve bichos de estimação e eu cresci convivendo com eles. Lembro que na infância minha avó criava algumas galinhas no quintal. Eu algumas vezes a ajudei a recolher os ovos que elas botavam e, muitas vezes, a vi abatendo algumas para o almoço de domingo. Aquilo sempre foi natural para mim, fui ensinada que alguns bichinhos eram feitos para nos alimentar e que precisávamos daquilo para ficarmos fortes, e que outros bichinhos eram feitos para amar e cuidar.

Não me lembro quando exatamente comecei a me incomodar com esse assunto. Uma vez, na adolescência, vi um documentário sobre a industria da carne que me deixou um pouco chateada, mas sentia que não podia fazer nada sobre aquilo. Afinal, ainda dependia dos meus pais e não poderia mudar minha dieta. Coloquei na minha cabeça que a vida era assim mesmo, essa era a cadeia alimentar, e segui em frente.

Depois de adulta esse assunto passou a ser mais recorrente na minha vida, e eu, com mais acesso à informação e um pouco mais independente, pude pesquisar mais, ver mais documentários, conversar com pessoas que sabiam muito sobre vegetarianismo e veganismo. Comecei a me interessar cada vez mais pelo tema e pela causa e, há poucos meses, decidi parar de comer carne.

Vegetarianismo ou vegetarismo é um regime alimentar baseado no consumo de alimentos de origem vegetal. (Foto: Eloisa Rocha)

Não foi uma decisão fácil, a carne sempre esteve presente na minha alimentação. Além disso, tinha medo de não consumir as quantidades de vitaminas necessárias, acabar ficando doente e ter que voltar para minha alimentação antiga. Então, resolvi começar com pequenos passos. Deixando de comer carne em uma das refeições do dia. Depois resolvi aderir ao movimento “segunda sem carne”, onde não ingeria carne em nenhuma das refeições na segunda feira.

Ainda estou caminhando em pequenos passos. Parar de comer carne é um processo longo de adaptação. Me vi muitas vezes doida para comprar um hambúrguer e na maioria das vezes caí mesmo na tentação. Passei a procurar relatos de pessoas que passaram por essa transição e parei de me culpar quando a vontade de comer carne vem, porque isso é normal no início. Estou aprendendo a ser criativa na hora de cozinhar, experimentando temperos e sabores novos, testando algumas receitas. Isso tem sido muito divertido e me estimula a continuar.

No fim essa nova jornada tem sido muito produtiva, me estimulando a descobrir novos sabores, texturas a alimentos que jamais imaginei. Para você que tem vontade de seguir o mesmo caminho vá sem medo! É mundo novo, com muitos gostos e sem crueldade animal.

 

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