Reflexão açucarada
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Reflexão açucarada

Reflexão açucarada

Até que ponto consumir açúcar vale a pena?


Poucas pessoas não apreciam um sabor docinho, seja da fruta, do chocolate ou do adoçante no café. O açúcar se relaciona, inclusive, com rituais sociais, festas e eventos tradicionais.

No dia das bruxas, quando se ouve “gostosura ou travessura”, não se espera uma macarronada. Numa festa junina, sempre se busca a doçura de uma canjica, pamonha ou até de um cheiroso quentão. O açúcar, mais que um ingrediente extremamente usado, é uma tradição. Quem não se lembra do chocolate na páscoa, do brigadeiro na festinha de criança, do pavê no natal e das 12 uvas do ano novo?

Já parou pra pensar na quantidade de açúcar dentro das coisas que você come? (Foto: Giovanna Tedeschi)

Mas, mesmo fazendo parte de momentos importantes, o açúcar não costuma ser o alimento preferido dos nutricionistas. Segundo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo diário de açúcar não deve passar dos 50 gramas – o ideal, inclusive, é manter-se em 25 gramas. Base de comparação: duas bolachas recheadas equivalem a mais ou menos cinco gramas de açúcar. Ou seja, comendo um pacote inteiro você já praticamente estouraria o limite diário de consumo.

É bom lembrar também que o açúcar pode gerar várias doenças, sendo obesidade a mais comum, que pode desencadear diabetes, hipertensão e até câncer. O açúcar natural é o que traz menos problemas, por isso não se vê ninguém recomendando que você pare de comer frutas. Isso acontece por dois motivos: primeiro que as frutas têm uma quantidade de açúcar infinitamente menor do que a dos alimentos industrializados (0,7 gramas, no caso de 100 gramas de abacate, por exemplo). Depois que quanto mais processado o açúcar é, mais aditivos ele traz, o que acaba gerando um efeito pior na saúde.

Por fim: eu poderia terminar esse texto já pedindo que você se conscientize, coma menos açúcar a partir de agora e se martirize por viver uma vida tão pouco saudável, mas sei que o ser humano é um bicho teimoso e que o que a gente aprende desde criança não vai mudar só porque alguém leu um texto falando do que faz mal ou não (como se ninguém soubesse). Se eu parasse de consumir tudo que falam que dá câncer, acho que já estaria anêmica.

O que eu acho legal mesmo é não comer as coisas só por comer, mas refletir sobre aquilo que estamos consumindo, e nem precisa ser sempre o que é calórico ou não. Comer um bolo, por exemplo, pensando na felicidade que isso está gerando na sua vida. E treinar a mente pra aproveitar alguns desses momentos e ver o que eu realmente preciso consumir ou não: será mesmo que eu tenho que colocar três colheres de açúcar no cafezinho? Que tal tentar só duas, dessa vez?

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